Já me desgastei a tentar explicar a um aluno que me disse " as pessoas têm o direito de dizer asneiras, se quiserem" que não o podem fazer, que a liberdade não nos permite fazer tudo o que nos passa pela cabeça; já me desgastei a explicar a outros que não podem andar a roçar-se uns nos outros só porque estão a descobrir a sexualidade e o seu impulso primeiro é o de concretizarem o que apetece no momento; não é aceitável jovens, adolescentes, roçarem os seus órgãos genitais no rabo de colegas do mesmo sexo ou outro. Assim como não é aceitável coçarem os testículos e puxarem o pénis para o lado porque ficou preso na cueca e o mal estar é enorme; nunca é tão mal quanto aquele que tem que gramar com o acto. Retira-se discretamente e faz o que precisa fazer sem que todos os outros partilhem de um gesto que deve permanecer no reduto da sua intimidade. Não tenho, também que ver línguas em exploração reciproca nem troca de fluidos salivares. Dispenso ser forçada a demonstrações de amor selvagem e grunhidos mais ou menos ininteligíveis sobre a perfeição do outro.
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